GREVE DOS PROFESSORES: 0,5% NÃO COBRE A INFLAÇÃO E MOSTRA O DESCASO DA PREFEITURA DO GUARUJÁ
O DESCONTENTAMENTO DA CATEGORIA SE DÁ PORQUE O ABONO NÃO INCORPORA AOS SALÁRIOS, NÃO INCIDE SOBRE OS DIREITOS TRABALHISTAS COMO FÉRIAS OU 13º SALÁRIO, ALÉM DE SER UM BENEFÍCIO INSTÁVEL, POIS PODERÁ SER SUSPENSO A QUALQUER MOMENTO.
 
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Na última sexta-feira (18), o Sindicato dos Professores em Escola Públicas Municipais de Guarujá, Bertioga, São Sebastião, Ilhabela, Caraguatatuba e Ubatuba (Siproem), entidade filiada à União Geral dos Trabalhadores (UGT) entrou em greve, por tempo indeterminado, visando evitar que o projeto de lei apresentado pela prefeitura do Guarujá, que prevê a correção das tabelas de remuneração do funcionalismo, seja votado.

Na proposta da prefeitura, o reajuste para os professores representa 0,5% para o PBI; 1,0% PBII e 2,5% PBIII, o que é muito abaixo dos 8% exigidos pela categoria, que correspondem ao reajuste da inflação, baseado no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), mais ganho real.

Segundo a professora Joanice Gonçalves (Nice), presidente do Siproem, a prefeitura vinha mantendo diálogo com o Sindicato para a elaboração do projeto, mas diante da rejeição da categoria em relação ao percentual apresentado, o texto foi mandado para votação na Câmara mesmo com a rejeição unânime dos professores.

Ontem de manhã, cerca de 800 educadores fizeram assembleia em frente ao Paço Municipal e foram recebidos por vereadores que afirmaram que irão votar a proposta, para não atrapalhar o restante do funcionalismo, por conta da proposta de correção das tabelas salariais dos servidores do município (PLC 007/2014) e de reajuste anual (PL 076/2014), mas, quanto ao abono oferecido pelo Executivo aos professores, na semana passada, este não será apreciado, em razão da rejeição da proposta por parte dos servidores.

O descontentamento da categoria se dá porque o abono não incorpora aos salários, não incide sobre os direitos trabalhistas como férias ou 13º salário, além de ser um benefício instável, pois poderá ser suspenso a qualquer momento, isso é um descaso para com a categoria.

Na rede pública do Guarujá, 1.800 professores trabalham nas 26 escolas da região, tendo sete fechadas completamente e 19 atendendo parcialmente.

Fonte: Imprensa/UGT
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