COM IML DE SANTOS INTERDITADO, FAMÍLIAS AMARGAM HORAS POR ATENDIMENTO EM GUARUJÁ.
A SUPERLOTAÇÃO DA UNIDADE, FAMÍLIAS AMARGARAM HORAS DE ESPERA PARA CONSEGUIR A LIBERAÇÃO DE CORPOS QUE PASSAVAM POR PERÍCIA NO LOCAL.
 
 

Desde que a unidade do Instituto Médico Legal (IML) de Santos foi parcialmente interditada pela Vigilância Sanitária, a unidade instalada na Vila Zilda, em Guarujá, está responsável pelo atendimento de 11 cidades (nove da Baixada Santista e duas do Vale do Ribeira), que dependem exclusivamente do serviço.

Apesar do movimento na unidade ter sido abaixo do comum na última semana, nesta terça-feira, conforme apurado pela Reportagem, funcionários corriam contra o tempo para garantir o atendimento às famílias no menor tempo possível. Alguns deles relataram à Tribuna que chegaram a trabalhar no período do almoço, para poder dar conta do serviço que já se acumula na unidade.

No local, apesar de não haver corpos expostos, a geladeira onde os cadáveres são mantidos estava com sua capacidade máxima de ocupação. Nove corpos eram mantidos no local.

Com a superlotação da unidade, famílias amargaram horas de espera para conseguir a liberação de corpos que passavam por perícia no local. Uma delas aguardava desde a tarde de ontem. A vítima, Diego Barros de Aguiar, de 22 anos, morreu no início da tarde de segunda-feira, após um capotamento em Cubatão. O corpo do rapaz só foi liberado para o sepultamento por volta das 15 horas de hoje.

Uma outra família permaneceu no local por 8 horas. A vítima, Roger Silva Ferreira, 20 anos, foi baleada na noite de segunda-feira, em Itanhaém. A família do rapaz chegou ao Guarujá hoje, às 8 horas, e só conseguiu deixar a unidade por volta de 16 horas, sem saber se o sepultamento do corpo poderia ocorrer ainda hoje.

A sobrinha da vítima, Aline Ferreira, conversou com a Reportagem. Além da demora no atendimento, ela criticou a falta de infraestrutura do local para receber as famílias em momentos como esse.

“Estamos sem dormir. É uma falta de respeito. O banheiro não tem papel, não temos nem bebedouro”, lamentou a jovem, que tem esperanças que o atendimento no local volte a ser normalizado.

“Esperamos que melhore (o atendimento), para que outras famílias não passem por isso. É um momento de muita dor”.

Em Santos, o prédio do IML está interditado desde o dia 17 de julho. NO início da semana passada, a Superintendência da Polícia Técnico Científica havia divulgado à imprensa que a unidade reabriria na sexta-feira. Porém, os reparos no prédio ainda não foram concluídos.

As obras começaram na última segunda-feira e incluem limpeza geral e remoção de entulho, capinação, desentupimento hidráulico, além de ajustes elétrico e hidráulico para a instalação de uma câmara frigorífica para o acondicionamento de corpos.

No local, há apenas funcionários em serviço administrativo e prestando esclarecimentos ao público. Equipes extras são enviadas diariamente ao Guarujá para apoiar o atendimento.

Fonte: A Tribuna Digital

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