ESPECIALISTA TRAÇA HIPÓTESES PARA O ACIDENTE QUE MATOU EDUARDO CAMPOS.
UMA DAS POSSIBILIDADES QUE O TÉCNICO NÃO DESCARTA, É QUE O PILOTO TENHA SOFRIDO PRESSÃO DE HORÁRIO, SENDO MOTIVADO A FORÇAR O POUSO.
 
 

Ainda não se sabe o que levou a queda da aeronave utilizada pelo candidato à presidência, Eduardo Campos. Mas, de acordo com técnicos, as chances de o acidente ter sido provocado por problemas  mecânicos são pequenas. Uma das principais hipóteses é que, por pressão de horário, o piloto do jato, Fabiano Peixoto, tenha forçado o pouso, para cumprir a agenda do candidato no Guarujá (SP).

Quem teve acesso à carta de procedimento que o piloto deve seguir ao iniciar o pouso, através do comandante e instrutor da Abaeté Táxi Aéreo, Nelson Reis. A altitude de segurança – teto mínimo para visualizar a pista –  do aeroporto de Guarujá é de 700 pés. Como chovia muito no momento em que o piloto tentava pousar, Reis explica o que o procedimento manda  fazer. “Se o piloto não estiver vendo a pista por conta das nuvens, ao chegar a 700 pés deve seguir o procedimento e arrematar para a esquerda.”, disse.

Uma das possibilidades que o técnico não descarta, é que o piloto tenha sofrido pressão de horário, sendo motivado a forçar o pouso. “Muito difícil a gente de fora dizer o que estava acontecendo. O que temos medo nessa época [eleitoral] é o cara ter pressão para chegar no horário, o que compromete toda a situação. O que se pode ter acontecido é o piloto ter forçado um pouco mais, para cumprir horário. Quando chegou a essa altitude [700 pés] e não viu a pista, pode ter forçado a descida mais um pouco”, explicou Reis, que ainda informou já ter passado por uma situação em que fez uma viagem para um político, que tinha agenda de horários a cumprir. Mas o comandante decidiu por seguir as normas de segurança.

Para Reis, quase 90% dos acidentes em aviação se dá por falha humana. “Se você cumprir o que está escrito na carta de procedimento é muito difícil que haja erro”, disse. Nelson Reis foi treinado pela Agência Nacional de Ação Civil (Anac), e garante que, mesmo que uma turbina falhasse, a aeronave continuaria estável.

“A falha de uma turbina não motivaria a queda. Qualquer avião bimotor é feito para voar com um motor só. Se houver falha em um, ele vai voar com o outro. Se você cumprir o que manda, o que diz o fabricante do avião, e o que está escrito na carta de procedimento, é muito difícil ter erro”, afirma.

Perícia encontra as duas caixas-pretas

A equipe de peritos encontrou duas caixas-pretas do avião que transportava o candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, que morreu na manhã desta quarta-feira (13) quando a aeronave em que voava com assessores caiu sobre um prédio em Santos (SP).

As duas caixas-pretas foram encontradas pelas equipes que trabalham no local e encaminhadas para perícia na Aeronáutica, segundo o delegado da Polícia Civil Aldo Galiano.

A Prefeitura de Santos informou que além de Campos mais seis pessoas morreram no acidente. Ao menos cinco pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para o hospital da região.

Equipamentos de última geração

Sentar na posição de comando arremete não só uma responsabilidade grande, mas também uma extrema segurança. Comandos e equipamentos de última geração dão total segurança ao piloto para conduzir equipamentos nas mais variadas condições de voo.

A aeronave era um Cessna Citation 560XL, prefixo PR-AFA, o mesmo utilizado pela cantora baiana Ivete Sangalo, e considerado um dos jatos particulares mais populares do mundo.

A aeronave tem capacidade para 12 passageiros e velocidade máxima de 815 km/h. Pesa 9.163 kg, e pode viajar por 3.441 km. O jato custa cerca de US$ 9 milhões. A caixa preta do Cessna Citation 560XL fica localizada na cauda do veículo. A gravação de voz varia dos últimos 30 minutos a 2 horas de conversação.

O veículo tem porte médio e é produzido pela americana Cessna Aircraft Company, em Kansas. De acordo com a Anac, o veículo estava no nome da AF Andrade Empreendimentos e Participações Ltda., sediada em Ribeirão Preto, e tinha certificado de aeronavegabilidade com validade até fevereiro de 2017, e a inspeção anual de manutenção venceria somente em fevereiro de 2015.

Performance igual a de um Boeing

Fabricada em Wichita, no Kansas (EUA), aeronave bimotor de porte médio atingia até 800 km/h em velocidade de cruzeiro e comportava até nove passageiros; interior luxuoso é diferencial.

Aeronave Cessna 560 XL: produzida em Wichita, no Kansas (EUA), aeronave é considerada segura e custa aproximadamente 10 milhões de dólares (13.08).

O jato executivo bimotor Cessna 560 XL, que transportava o candidato a presidente Eduardo Campos (PSB-PE) do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, até o aeroporto de Guarujá, em São Paulo, pertencia a Cessna Finance Export Corporation e era operada pela empresa AF Andrade Empreendimentos e Participações LTDA, com sede em Ribeirão Preto, em São Paulo. O avião já havia sido utilizado pela comitiva do PSB para um fretamento anterior.

O modelo custa cerca de US$ 10 milhões. Fabricada em Wichita, no Kansas (EUA), a aeronave foi lançada em 1996 e possui alcance de cerca de 4 mil quilômetros, velocidade de cruzeiro de até 800 km/h e comporta, entre carga e passageiros, aproximadamente 3 toneladas.

“Sua performance é a mesma de um jato de grande porte, como um Boeing ou um Airbus. Ele atinge a mesma velocidade”, explica o comandante Paulo Villas, professor de Ciências da Aeronáutica da PUC-RS.

Para decolar, o modelo requer minimamente 3 mil pés ou 1.200 metros de pista – o que é considerado pequeno por especialistas. Sua envergadura é de 17 metros, e seu comprimento total é de 16 metros. Entre os equipamentos de segurança, o jato executivo contava com um TCAS, um sistema anticolisão de tráfego – na colisão entre um jato executivo Embraer Legacy 600 e um Boeing da Gol, em setembro de 2006, o equipamento da primeira aeronave estaria desligado.

Com lotação de 12 pessoas – nove passageiros e três tripulantes –, o Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, caiu na cidade de Santos, no litoral de São Paulo. O modelo é o mesmo adquirido pela cantora Ivete Sangalo em 2011.

Fontes: Tribuna da Bahia/ Bruna Talarico – iG São Paulo 

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