A FALTA QUE FAZ UM AEROPORTO DE VERDADE….
A TRANSFORMAÇÃO DA BASE AÉREA DE SANTOS EM UM AEROPORTO METROPOLITANO, APÓS O ACIDENTE QUE VITIMOU O PRESIDENCIÁVEL EDUARDO CAMPOS (PSB), DEMONSTRA QUE TUDO É POLÍTICA, APENAS PROMESSAS DE CAMPANHA PARA INCOMPETENTES SE PERPETUAREM NO PODER PÚBLICO, A POPULAÇÃO SABERÁ DAR A RESPOSTA NAS URNAS ELETRÔNICAS EM BREVE.
 
 
 

Santos não tem aeroporto e nunca terá….

Não há espaço territorial. A cidade inchou até ocupar todas as áreas e agora não há lugar para construir um empreendimento desse porte. Isso contrasta com as necessidades cada vez maiores da Baixada Santista, que tem status de Região Metropolitana e compreende também os municípios de São Vicente, Bertioga, Cubatão, Praia Grande, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá e Peruíbe. Dois terços da área continental de Santos são protegidos ambientalmente devido aos limites da Serra do Mar e a Mata Atlântica nativa nas escarpas.

Não há brecha para crescer horizontalmente. Só é possível crescer com prédios verticais. Um exemplo bem sucedido é o cemitério vertical, o maior do mundo segundo o Guiness Book e que não para de esticar para o alto. Quando pronto, o novo prédio terá 108 metros de altura, equivalente a um edifício de 40 andares. Desse jeito, a cidade não corre o risco de se transformar em uma cidade horizontal sem freios, devendo se estabilizar no patamar atual de menos de 500 mil habitantes. Mas sem aeroporto para chamar de meu.

Gargalo logístico

Santos abriga o maior porto do país, responsável pela comercialização de um terço da balança comercial brasileira. É um centro regional tão importante quanto outros do Interior Paulista que são servidos por aeroportos com estruturas que recebem investimentos de acordo com o crescimento da aviação aérea regional e as demandas de voos fretados e particulares. A população da faixa litorânea e os seus visitantes, ao contrário, estão fadados a utilizar ainda por algum tempo outros meios mais seguros e eficientes até que seja construído um aeroporto de verdade para a região. Já se pensou na vizinha Praia Grande, considerando a razoável oferta de terrenos planos. Mas a solução a curto prazo tende a ser mesmo um “puxadinho” na velha pista da Força Aérea Brasileira no distrito de Vicente Carvalho, no Guarujá, que leva o nome de Base Aérea de Santos. Ali, o “campo de aviação” começou a operar em 1927 com o pouso de um hidroavião “Jahu”. Nas últimas décadas, é um quebra-galho que a FAB oferece por falta de alternativas civis. A Base Aérea, como é hoje, não é o que se pode chamar de um aeroporto convencional.

Falta a concessão

Em 2012 foi feito o anúncio público da construção de um terminal anexo à Base Aérea. A projeção é para um aeroporto que possa atender 750 mil passageiros por ano de empresas aéreas de médio porte e aviação executiva. Dos mais de 2 milhões de metros quadrados da instalação militar, o aeroporto civil usará cerca de 200 mil m². Estacionamento para 300 vagas. As obras ficariam prontas antes da Copa do Mundo de 2014, mas foram adiadas, como outras. O projeto do chamado Aeroporto Civil de Guarujá ainda depende de concessão pela Secretaria de Aviação Civil.

Problema escancarado

A tragédia em Santos que vitimou Eduardo Campos e outras seis pessoas escancarou aos brasileiros o problema da falta de aeroporto na Baixada Santista, um desafio permanente para empresários, turistas, políticos e todos os perfis de passageiros, inclusive os que embarcam em cruzeiros. Durante muito tempo, a construção de um aeroporto na região não foi considerada prioritária devido à distância relativamente curta com a capital, menos de 60 quilômetros. No entanto, após o baque de quarta-feira, a questão poderá ganhar outros contornos entre lideranças regionais e autoridades estaduais.

Faltam instrumentos

Na Base Aérea de Santos pousa uma aeronave civil a cada três dias em média, um sossego nos céus. Não há voos comerciais de carreira. A pista tem 1.390 metros de comprimento e os equipamentos para comunicação com os pilotos são antigos, do tempo do rádio amador.

Um dia após a fatalidade, o piloto Paulo Rogério Ortega afirmou ao jornal A Tribuna que a aproximação por instrumentos (manobras para pouso às cegas, apenas por sinal de rádio) não é tão simples em Guarujá, especialmente com chuva. “Tem muitos obstáculos na reta final para pouso, que obrigam (o piloto) a se aproximar (em voo) um pouco mais alto. No caso de uma aeronave como essa, com mais velocidade (mais de 200 km/h para pousar), fica pouco espaço para o procedimento”. O comandante da base, major-aviador Olympio de Carvalho, disse ao mesmo veículo que “é possível efetuar o pouso mesmo em condições adversas: é uma questão de obedecer aos limites do nosso equipamento”.

Um dia antes

Na terça-feira, dia 12, o vice-presidente da República, Michel Temer, abriu o Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos, no Guarujá, dizendo que o porto de Santos poderá ser comparado no futuro ao de Roterdã, na Holanda. E que o projeto de construção de um aeroporto no Guarujá é pensado especialmente com vistas ao desenvolvimento da Baixada Santista. “Santos é há muito tempo a porta da economia externa do País e vai sempre merecer uma atenção especial do governo”, disse Temer. No dia seguinte, Eduardo Campos deveria fazer uma palestra no mesmo evento.

Fonte: Wilson Marini (Contexto Paulista)

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comentários
  1. ADOLFO A ANETO disse:

    GOVERNO MARIA DE BRITO: “QUEM CONHECE, NÃO CONFIA!”
    O que falar quando a morte ela passou , faltou pista e ficou o PAIS mas pobre democraticamente , pois se não fosse neste ano de 2014 seria com certeza em 2018 , mudanças sociais , olhar mas o povo , prover as areas :
    EDUCAÇÃO ; SAUDE ; SEGURANÇA E MORADIAS ( REFORMA AGRARIA JÁ ) ..

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