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A CRIAÇÃO DOS QUIOSQUES NAS PRAIAS E O QUE SE TORNARAM.
por Marinho Guzman – SOS Guarujá
 

Excelente ideia, as pequenas construções deveriam atender ao povo, servindo coquetéis, refrigerantes, água e alguns petiscos.

No mundo inteiro essas construções existem e algumas, exploradas por gente séria, fazem dos locais equipamentos turísticos referendados por todos.

Não foi o que ocorreu no Guarujá.

Mercê de sucessivas, desastradas e criminosas administrações, os quiosques transformaram-se em moeda política, permitindo-se toda sorte de ilegalidades.

As pequenas construções se tornaram gigantescos barracos de pau a pique e sapé que mantém restaurantes ilegais, alguns com mais de quinhentos metros quadrados e centenas de mesas e cadeiras que ocupam ilegalmente o calçadão e as areias da praia.

Tais construções não possuem esgoto nem banheiros e a grande maioria é ocupada por pessoas que estão ilegalmente na sua posse, sob alegação terem comprado dos permissionários originais, coisa impossível perante a lei.

Há pessoas morando em alguns deles, outros já foram palco de crimes violentos, com dezenas de ocorrências de tráfico de drogas e prostituição.

Hoje se fala em demolição, desemprego e outras bobagens que tentam encobrir a falta de fiscalização e o total desrespeito às normas legais.

Houvessem cumprido a lei, ainda que parcialmente, a situação não chegaria onde chegou e a desacreditada Justiça que tarda e segundo alguns não falha, determinou a demolição de todos eles, pagando os justos pelos pecadores.

Não há mais como convalidar esses estabelecimentos.

Ferem a Legislação Federal de ocupação do solo e todas as legislações de Saúde e as futuras concessões serão obrigatoriamente licitadas.

Faço essa lembrança para mostrar que pequenos desmandos de prefeitos desonestos e incompetentes trouxeram o Guarujá à caótica situação em que encontra, prejudicando a população e até incautos e inocentes e que se medidas sérias não forem tomadas a situação pode se agravar tanto que inviabilizará o turismo e o veraneio nos transformando em cidade-dormitório de muros tão altos quanto os de uma cadeia onde nós seremos os presos, se é que já não somos reféns.

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