GUARUJÁ PREVIDÊNCIA CONTINUA A PERDER DINHEIRO NAS APLICAÇÕES.
POIS É SERVIDOR PÚBLICO DO GUARUJÁ, A RECOMENDAÇÃO É TOMAR CONTA DO GALINHEIRO, ATÉ PORQUE AS RAPOSAS NÃO SÃO ESPERTAS E SIM MUITO INCOMPETENTES COM O FUTURO DE MUITOS!
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Perdas dos fundos de pensão podem atingir R$ 30 bilhões

Entidades fechadas de previdência complementar fechada (fundos de pensão) vão apresentar números ruins aos seus participantes na atual safra de balanços, um terço dos planos.

As entidades fechadas de previdência complementar fechada (fundos de pensão) vão apresentar números ruins aos seus participantes na atual safra de balanços, um terço dos planos de benefícios vão divulgar déficits (perdas) em suas contas.

“122 entidades tinham pelo menos um plano com déficit. Sem considerar um grande plano que não preciso citar o nome [Previ], o déficit é de cerca de R$ 18 bilhões até setembro de 2013, e pode fechar em R$ 30 bilhões até dezembro último”, afirmou o presidente da Gama Consultores, Antonio Fernando Gazzoni, ao descrever estudo solicitado pela Associação Brasileira das Entidades de Previdência Privada (Abrapp), divulgado ontem.

O estudo avaliou 740 planos de benefícios de 242 entidades associadas, sendo que 262 planos apresentaram déficit (perdas), 287 exibiram superávit (ganhos) e 191 planos ficaram em situação neutra, ou seja, no zero.

Diante da situação difícil, no próximo dia 24 de fevereiro a Comissão Nacional de Previdência Complementar (CNPC) deve discutir uma extensão do prazo de dois para três anos para que os fundos de pensão possam equilibrar os déficits. “Será uma medida emergencial para os exercícios de 2013, 2014 e 2015, depois vamos revisitar [estudar] as resoluções”, diz o membro do CNPC, Reginaldo Camilo. Desde novembro do ano passado, a entidade agora presidida por José Ribeiro Pena Neto pede mais flexibilidade para equilibrar as perdas. “A regulação atual pode induzir os fundos ao curto prazo. Um gestor desavisado pode buscar o equilíbrio a qualquer preço”, alertou.

“Essa migração em massa dos fundos para a taxa pós-fixada DI [depósito interfinanceiro] pode gerar arrependimentos no futuro”, alertou o sócio-diretor da Vinci Partners, Marcelo Rabbat. Os títulos pós-fixados em taxa DI não apresentam a volatilidade negativa de outros papéis, mas por essa característica prometem juros menores aos investidores.

Em 2013, assim como ocorreu com fundos de investimentos em renda fixa índice de preços, os planos de previdência fechados exibiram perdas com a marcação dos títulos a valor de mercado. Esse efeito de perda ocorre quando há alta dos juros; como os juros básicos da economia (Selic) subiram de 7,25% ao ano em abril para 10% ao ano em dezembro, à medida que o juro sobe o valor de mercado do título de renda fixa prefixado ou atrelado a índices de inflação (IPCA ou IGP-M) recua. A renda fixa representa 61% dos ativos dos fundos de pensão.

Outro motivo de perdas foi a queda de 15,5% em 2013 do valor das ações listadas no principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, o Ibovespa. Em 2014, até ontem, o Ibovespa acumula queda de 6,39%. A renda variável representa 29% dos ativos dos fundos de pensão. “Tanto o mercado de renda fixa como o de renda variável estão muito ruins nesse início de 2014. Estou vendo o pessoal investindo em DI, é voltar no tempo, a 2000. Estamos num momento de oportunidade ou não?”, questionou o sócio-diretor Vinci Partners, Fernando Lovisotto.

Em sua exposição, o sócio-diretor da NetQuant Tecnologia Financeira, Marcelo Nazareth, ponderou que mesmo com as perdas de 2013 os fundos de pensão fechados estiveram melhores que os fundos de previdência aberta, como o Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBLs) e Planos Geradores de Benefícios Livres (PGBLs) nos últimos 3, 5 e 10 anos. “Vocês [gestores de fundos de pensão] tiveram mais eficiência que seus colegas de previdência aberta. Considerando apenas o segmento premium, com taxas de administração menores que 1% ao ano, o alongamento dos prazos na previdência aberta foi forçado e tardio”, argumentou.

Nos dados de comparação, os planos de renda fixa que seguem o Ima-B – carteira teórica em títulos públicos NTN-Bs – tiveram perdas de 10% em 2013, mas ganhos médios de 9,5% ao ano em 3 anos, 12,8% ao ano em 5 anos, e 14,5% ao ano em 10 anos.

Na previdência aberta, os fundos VGBLs e PGBLs de renda fixa que pagam taxas de administração menores de 1% ao ano apresentaram rentabilidade de 4,3% em 2013, mas ganhos anuais inferiores na mesma base de comparação, sendo 8,5% ao ano nos últimos 3 anos, 9% ao ano em 5 anos e 10,8% ao ano em 10 anos.

Quanto às perspectivas para 2014, o sócio fundador da Quest Investimentos, Luiz Carlos Mendonça de Barros, alertou os fundos de pensão que a chamada crise nos países emergentes vai passar. “A Fitch não vai rebaixar a nota do Brasil porque está acontecendo o mesmo em outros países. Olhem as oportunidades”, disse.

Fonte: DCI

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