TRABALHADORES DA CONSTRUÇÃO CIVIL DE SANTOS PROTESTAM DIANTE DO PAÇO DE GUARUJÁ
O SINDICATO DOS TRABALHADORES NA CONSTRUÇÃO CIVIL (SINTRACOMOS) FEZ UM PROTESTO, NESTA MANHÃ SEXTA-FEIRA (7), EM GUARUJÁ, CONTRA SALÁRIOS ATRASADOS.
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Nesta manhã a diretoria do sindicato estará na construção de 1.600 unidades de conjunto habitacional no bairro Vila Edna, onde 240 trabalhadores estão com os salários de outubro atrasados.

Dali, com carro de som, eles sairão em passeata até o paço municipal, pois a obra é feita em parceria da prefeitura com a Caixa Econômica Federal (CEF).

Nesta quinta-feira (6), pela segunda vez, a empreiteira AN Engenharia e Construções, subcontratada da Araguaia Engenharia, não compareceu a mesa-redonda no Ministério do Trabalho e Emprego.

A prefeitura, a CEF e o sindicato foram ao escritório do MTE em Santos, aonde a empreiteira não mandou representantes, apesar dos salários atrasados.

“Se o trabalhador não paga pensão alimentícia, é preso. Mas o empregador deixa centenas de trabalhadores, esposas e filhos sem salários e nada acontece”, compara o vice-presidente do sindicato, Luiz Carlos de Andrade.

Dos 240 trabalhadores envolvidos, 60 são tarefeiros e estão sem registro em carteira, com os salários atrasados desde setembro. “Não passam de desempregados trabalhando por produção”, diz o sindicalista.

Segundo ele, a empreiteira “vive atrasando o pagamento de todos os funcionários, independente de ser fichado ou não. Aliás, tem gente com até um ano e sete meses sem registro, o que é uma vergonha”.

Outro problema, embora não trabalhista, é que a obra está em andamento sem rede de esgoto, que seria responsabilidade da Sabesp. “Depois que terminarem tudo, terão de quebrar para a rede”, reclama Luiz.

“É impressionante, mas nem mesmo os governos federal, estaduais e municipais respeitam a legislação trabalhista. E o que se vê em obras públicas é uma barbaridade”, diz o presidente do sindicato, Macaé Marcos Braz de Oliveira.

“Falta de registro em carteira, atrasos de salários e benefícios, péssimas condições de segurança, medicina e higiene, perseguições e demissões injustas são fatos corriqueiros”, reclama o sindicalista.

Fonte: Sintracomos

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