O CASO DAS MELANCIAS, SERÁ QUE A POLÍCIA FEDERAL CONSEGUIRA EXPLICAR?
PREFEITA DE GUARUJÁ ATOLADA EM DENUNCIAS DA MERENDA ESCOLAR DECLARA NA TELEVISÃO QUE O ALTO VALOR DA MELANCIA É A SAZONALIDADE E QUE ELA NÃO PODE REGULAR O MERCADO. QUEM ACREDITA NA PREFEITA MARIA ANTONIETA DE BRITO (PMDB)?
 
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A CPI da Melancia caminha à passos largos, para o desespero do Governo Maria Antonieta de Brito (PMDB), atolado em denuncias de corrupção.

A prefeita com a velha carinha de santa, vem aos telejornais falar de sazonalidade na cultura da Melancia num país tropical como o Brasil. Vamos falar um pouco sobre a Melancia.

Por ser uma planta rasteira, anual e de ciclo rápido, do tempo da plantio à colheita são apenas de 85 a 105 dias, o cultivo da melancieira dentro da ciência agronômica é colocado na Olericultura e não Fruticultura. Olericultura e Fruticultura são duas subdivisões da grande ciência da Horticultura, a primeira é a técnica e o estudo do cultivo das hortaliças e a segunda das frutas produzidas em plantas perenes ou de ciclo maior que anual. Mas no mercado, por causa do sabor doce e do tipo de consumo o fruta da melancieira, a melancia, é considerado uma fruta, o mesmo ocorre com o melão e o morango.

A polpa da melancia possui um alto conteúdo de água, superior a 90%. Mais de metade da sua parte sólida é constituída por carboidratos simples, de gosto doce, sendo também muito rica em potássio. Estas características tornam a melancia refrescante e hidratante e por isto o seu consumo é muito mais atraente e estimulado nas épocas quentes quando as pessoas sentem maior necessidade de hidratação para repor o líquido perdido pela transpiração e pela maior atividade física. É muito bom saborear uma melancia gelada num dia calorento.

Sendo assim, nas meses ou período mais quente a consumo e consequentemente a demanda são muito maiores e os dados de duas CEASAs brasileiras, São Paulo (CEAGESP) e CEASA Ceará, confirmam isto. São Paulo está situada muito próximo ao Trópico de Capricórnio e o seu clima é do tipo subtropical, com uma boa diferença nas temperaturas médias ao longo do ano. O período final da primavera, o verão e o início do outono costumam registrar altas temperaturas e o inverno é relativamente ameno, mas entrecortado por ondas de frios mais rigorosas. Fortaleza que fica próxima à linha do Equador registra altas temperaturas durante o ano todo com pouquíssima variação ao longo dos meses. É fácil trabalharas informações das duas CEASAs porque ambas disponibilizam seus dados de comercialização no PROHORT (Programa de Modernização do Mercado Hortigranjeiro) da CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento).

Na CEAGESP de São Paulo a melancia é o sexto produto em volume de comercialização (117 mil toneladas em 2012), e o décimo sétimo em volume financeiro – 117 milhões de reais. A Tabela 1 mostra a evolução da melancia na CEAGESP de 2009 a 2012.

O gráfico da Figuras 1 exibe a relação de sazonalidade versus preços para o CEASA. Não há uma relação muita clara entre volume de comercialização e preço de venda. A formação de preços não acontece pelo relação de simples oferta e demanda – a variação da oferta não é capaz de explicar a variação do preço. O valor total da venda, melhor indicador do volume de negócios, mostra na CEAGESP uma relação quase perfeita com a temperatura média.

Certamente com um preço médio entre R$ 0,10 à 1,20 Kg da melancia, fica muito dificil à Prefeita de Guarujá explicar o alto valor pago pela prefeitura. Será que o Mestre Gepeto explica Prefeita???? 

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