SEM REPASSES, MAIS UMA CRECHE EM SÃO VICENTE PODE PARALISAR ATIVIDADES
DESSA VEZ, PROBLEMA AFETA CRIANÇAS MATRICULADAS NA CRECHE MUNICIPAL DANILO ROCHA ILEK DE OLIVEIRA.
 
 

Se não bastassem todas as despesas da casa, que para muitos brasileiros estão ainda mais altas nos últimos meses, a auxiliar administrativa Natalia Aparecida de Almeida, de 27 anos, se prepara para mais baixa no orçamento.

Sem ter com quem deixar sua filha de 4 anos, matriculada em uma creche pública de São Vicente, ela tem arcado, desde o início da semana, com mais uma despesa: pagar alguém para cuidar da criança no horário em que está no trabalho.

>Natalia está entre as centenas de mães que estão sem assistência no Município, em decorrência de uma paralisação nas creches iniciada após atrasos nos repasses às creches municipais. Apesar de algumas instituições da Cidade já estarem paralisadas há mais de 30 dias, ela conta que funcionários da Creche Municipal Danilo Rocha Ilek de Oliveira só informaram que poderiam aderir à greve após o recesso do meio do ano.

”Estou desesperada porque não tenho como ficar com a minha filha em casa. Eu pagava uma pessoa para buscá-la às 17 horas e agora ela está ficando com minha filha a tarde toda. Não sabia dessa situação. Antes das férias, nenhum funcionário nos informou que estava sem receber”, comenta.

Conforme Natalia, desde a última terça-feira (28), as crianças têm sido liberadas mais cedo da unidade. Há ainda o risco do atendimento ser paralisado por completo. “Nos informaram que a qualquer momento a escola poderá paralisar as atividades. Eu entendo o lado deles, há várias crianças na instituição e eles estão sem receber, mas nós também não podemos ficar sem atendimento. Há pessoas que realmente não têm com quem deixar seus filhos”, lamenta. 

Sem receber desde maio

Procurada para comentar a situação, uma funcionária da instituição, localizada no bairro Mateo Bei, confirmou que a creche está sem receber da Prefeitura de São Vicente. “Essa situação já se arrasta desde maio. São sete funcionários que estão sem receber salário e benefícios. Entendemos o drama dos pais, mas os funcionários estão sem dinheiro até para vir trabalhar”, comentou em anonimato.

Ainda conforme a funcionária, a decisão de antecipar a saída das crianças não foi comunicada em reunião porque muitos dos matriculados ainda não retornaram do período do recesso. “Estamos avisando os pais no próprio portão. Na segunda-feira, a recomendação é para que não tragam seus filhos à unidade. Vamos participar de um protesto em frente à Prefeitura, a partir das 9h30”.

Os problemas de pagamento atingem auxiliares de classe, merendeiras, inspetoras, secretárias, cuidadoras e auxiliares de serviços gerais – todos funcionários contratados pelas Associações de Pais e Mestres (APMs) das escolas e creches mantidas pelas instituições conveniadas com a Prefeitura.

Conforme a assessora de base do Sindicato Intermunicipal dos Empregados em Instituições Beneficentes, Religiosas e Filantrópicas do Estado de São Paulo (Sindibeneficente), há pelo menos 13 instituições no Município nestas condições. “Há a estimativa que cerca de 600 crianças estejam sem atendimento na Cidade. Algumas instituições estão sem receber o repasse de verba desde maio. Outras não receberam o de junho também”.

A Prefeitura de São Vicente foi procurada na manhã desta quinta-feira (30) para comentar o caso, mas, até agora, não se manifestou.

Fonte: A Tribuna Digital

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